//8 DICAS PARA UM RELACIONAMENTO LEVE E EQUILIBRADO

8 DICAS PARA UM RELACIONAMENTO LEVE E EQUILIBRADO

A número 7 pode surpreender você!!

Não há receita infalível para um relacionamento feliz, porém existem comportamentos e atitudes que aproximam ou afastam um casal. Vou detalhar abaixo, 8 pontos a serem observados que podem levar a este ou aquele resultados.

Este trabalho me mostrou que cada casal define os próprios acordos (abertamente ou não) se alinhando dentro deles, numa dinâmica nem sempre clara para si mesmos e muitas vezes estranha aos olhos de quem está fora. Como exemplo, existem casais onde os gritos e brigas são a forma como eles aprenderam a se expressar dentro na relação, e que o sexo de reconciliação tem a mesma intensidade da discussão. Atendi um caso assim na consultoria e pelo sorriso que acompanhou a fala fui convencida de que é algo que funciona para aquele relacionamento.

No entanto as brigas recorrentes podem fragilizar a relação devido as acusações e sentimentos que surgem nos momentos em que a razão dá lugar à emoção e questões mal resolvidas vêm à tona com força total.

Para evitar arrependimentos e outras consequências desagradáveis, vale observar alguns pontos importantes da convivência que podem enfraquecer ou fortalecer um casamento:

 

Trabalho x descanso

Atualmente, o local e horário de trabalho são flexíveis e muitas vezes difere da parceira gerando a sensação de que não “sobra” tempo para mais nada ou, o que é comum, se manter conectado ao trabalho como plano de fundo enquanto participa das atividades com a família e amigos. Esta é uma grande armadilha, e que talvez esteja passando uma mensagem sobre suas prioridades que não é condizente com a verdade. Usar o argumento de que o trabalha desta ou daquela forma por causa da família, para justificar a ausência da sua atenção nos momentos compartilhados com aqueles que você ama é minar silenciosamente essas relações. Estabeleça limite dos horários para tratar dos assuntos profissionais e no restante do tempo aproveite ao máximo com sua esposa, filhos, amigos, e também reserve momentos para estar apenas consigo mesmo.

 

Imposições x concessões

Dividir as obrigações é um exercício de negociação e principalmente de concessões. É comum uma das partes aceitar certas responsabilidades e/ou “exigências” da outra parte, por acreditar que não vale a pena discutir e que basta se esforçar para que funcione. Mas em geral acontece justamente o contrário. Um dia a pessoa esquece, no dia seguinte faz reclamando, por consequência a outra parte cobra, se sente lesada, afinal “tínhamos um acordo”. Acordo é concordar com aquilo que posso/quero fazer e ter uma contrapartida proporcional, que seja definido de forma clara e sem que acarrete prejuízo para os envolvidos. Se você diz “sim” em algo que a resposta verdadeira é “não” revela imaturidade e também uma forma infalível de sabotar a relação pois coloca o outro na posição de cobrar e exigir, e aos poucos isso acaba com a confiança e cumplicidade do casal.

 

Cenas de ciúmes

Em maior ou menor grau, é comum sentir ciúmes em determinadas fases de um relacionamento. Está ligada à insegurança seja constante ou momentânea, tendo gatilhos diferentes para cada pessoa podendo tomar proporções perigosas chegando à níveis patológicos. Vamos falar aqui apenas daquele ciúme que identificamos como “dentro do normal”. O ciúme é uma reação emocional baseada numa hipótese construída e alimentada mentalmente por aquele que se sente inseguro sobre si mesmo, porém transfere isso para a parceira e acredita que restringir ou condicioná-la vai eliminar estas sensações. É sobre posse e controle, acionados pelo instinto e infelizmente aceitos/estimulados pela sociedade principalmente nos povos latinos. Sentir revela a insegurança, porém são as ações derivadas deste sentimento que vão dizer se há ou não maturidade e principalmente diálogo franco na relação. Vale sempre lembrar que um casal se une por escolha e é por escolha que uma relação vai continuar, ou não.

 

Preservar os filhos

Quando um casal tem filhos começa a exercer em paralelo a função de pai e mãe. Casais passam por dificuldades, desentendimentos e enfrentam contrariedades e até separações. Isso faz parte da vida e cabe a este homem e esta mulher entender, agir, decidir juntos ou não que rumo a relação vai tomar, sem envolver os filhos nos dramas do casal.

Lembre-se: as funções “papai” e “mamãe” nunca brigam e devem permanecer unidos dentro da criança através do respeito mútuo. Enquanto pais, devem olhar apenas para as necessidades da criança e as questões de homem e mulher devem ficar reservadas para os momentos de casal, a portas fechadas longe dos olhos e ouvidos dos pequenos. Quando é sobre os filhos a prioridade deixa de ser a vontade e desejo individual e passa a ser sobre uma terceira pessoa que é metade mamãe e metade papai. Significa que os pais devem concordar nos assuntos referente à criança para que ela cresça íntegra e plena, sem se sentir obrigada a anular a metade de si que que desagradou o papai ou a mamãe em outros setores que nada tem a ver com ela.

A criança não deve ser exposta às informações que são de cunho adulto (traições, acusações, provocações, ameaças, etc). Não devem ser forçadas a decidir e escolher algo que está além da maturidade proporcional à idade dela. Na presença dos filhos, estejam atentos ao papel de papai e mamãe falando sobre as coisas que competem à idade deles. Adultos resolvem seus problemas na hora e lugar certos pra isso. Este é um acordo que fortalece o casal e evita muitos problemas de comportamento nos filhos à medida que crescem.

 

Dinheiro

Em tempos de expansão do feminismo e as crescentes mudanças no mercado de trabalho que também afetam as relações humanas, muitas atitudes estão abertas à interpretação e os homens não sabem se pagar a conta do restaurante vai ser entendido como uma gentileza ou uma ofensa, ao passo que a mulher não sabe se a independência financeira alivia o homem ou é um aviso de que não sendo obrigada a ceder vai se igualar a ele, destituindo-o do aspecto instintivo de provedor sem haver algo para substituir isso. Uma relação se baseia em cuidado mútuo, porém este “cuidar” se expressa de formas diferentes no homem e na mulher. De novo, o diálogo é o caminho para encontrar o equilibro deste aspecto dentro da relação. Os modelos sejam antigos ou atuais, aprendidos na família de origem ou na observação de outras culturas, são referências e não necessariamente regras.

 

Competição

É muito comum ver esposa competindo com a mãe do marido, ou com os filhos do casamento anterior. Também acontece do marido competir com os próprios filhos pela atenção da esposa. Ou os dois competindo entre si no aspecto profissional quando trabalham juntos ou na mesma área. Qualquer dinâmica parecida é um convite para que o casal reflita sobre o real motivo para estarem juntos e se de fato é isso que desejam. Esperar que a parceira orbite apenas ao seu redor anulando todas as relações que existiam antes é forte indicio de uma carência afetiva que nada tem a ver com o relacionamento, e entrar nesta dinâmica é certeza de desgaste emocional para ambos. Qual o seu papel na relação e quais são as “atribuições” deste papel, se estas respostas não estiverem claras é recomendável buscar ajuda profissional para identificar onde está o bloqueio.

 

Interferência externa

Às vezes é necessário um olhar de fora para encontrar uma solução, pode ser um orientador espiritual, um terapeuta ou um(a) amigo(a). A escolha é algo que exige mais atenção do que parece. Não basta apenas ser alguém confiável, requer também uma imparcialidade sobre o casal e o relacionamento, sem pender para este ou aquele lado. Contar coisas do casal para uma mãe superprotetora, por exemplo, é a oportunidade de realçar as críticas que você já ouviu antes, como isso vai ajudar?  Como no caso do marido insatisfeito que ia buscar consolo de um amigo solteirão convicto toda vez que surgia uma crise no casamento. Que tipo de conselhos ele pode ter oferecido nestas ocasiões? A escolha de “quem” é uma consequência do “para que”: buscar a confirmação do desejo que já existe: manter ou não o relacionamento.

 

Individualidade

Somos moldados pelas experiências e aprendizados que trazemos ao longo da vida. Isolar-se num mundo próprio, restringindo o relacionamento à uma bolha é insistir na ilusão de que bastou conhecer a pessoa certa e vocês viverão felizes para sempre. Na vida real, o “para sempre” é substituído por “a cada dia”. Conhecer e se apaixonar pela mesma pessoa todos os dias. Mas quando um dos envolvidos tenta “congelar” a relação submetendo o crescimento individual que é a oportunidade para se manter interessado e interessante para o outro. Continue com as atividades que faziam parte da sua rotina, abstendo-se apenas daquilo que poderia afetar a harmonia do casal. Dialogar sempre, perguntar e informar a parceira quando algo te incomoda e o porquê, para juntos encontraram o equilíbrio entre o que fazer juntos, o que fazer sozinhos e o que não fazer.

 

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Primeiro, saiba que ler esse conteúdo até o fim é um forte sinal de que está buscando as mudanças necessárias para viver um relacionamento leve e saudável. Espero que você use essas dicas e lembre-se de curtir, compartilhar com os amigos e deixar um comentário dizendo o que você aprendeu com esse conteúdo!

Se você percebe que é o momento de receber uma orientação profissional sobre o seu relacionamento, agende uma consulta preliminar online gratuita.

 

Um abraço,

Ana Liria di Sousä – Consultoria de Relacionamentos

Atendimento presencial e online

www.analiria.com.br | (1) 94567-6660

By |2018-11-20T10:09:31+00:00novembro 17th, 2018|Relacionamentos|0 Comments

About the Author:

Ana Liria di Sousä, Consultora Comportamental em Relacionamentos, com 1.260hs de atendimentos individuais, Certificações nacionais e internacionais na área de Desenvolvimento Humano, já ajudei centenas de pessoas a terem maior clareza nas suas escolhas e decisões através da minha consultoria individual e personalizada.

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